sábado, 13 de junho de 2009

Penúria

Estou sangrando.
Sou só um lamento ambulante
com a alma mortalmente ferida.
Tenho uma espada atravessada no peito
que sangra abundantemente.
Queimo, nas dores do inferno.
Grito, lamentos em vão.
Nada me ouve,
tudo morreu.
Anseio a morte,
mas já estou morto,
já estou com a alma morta,
gelada na profunda escuridão.
A mim nada mais resta
a não ser vagar
esperando a derradeira hora
do descanso eterno
e enquanto ele não chega
deixo um rastro de sangue e dor
marcando meu caminho.
Quando meu corpo encontrarem
deitem-no sob uma sombra
onde possa bater uma brisa fresca
para que eu possa,
enfim,
ter um pouco de paz.

Um comentário:

Marlene disse...

Paz pra nós é o que? Seria a falta de paixão? Pois, a paixão nos tira a paz! Mas sem a a paixão estariamos bem? Somos movidos pelo seu fogo, é o mal que necessitamos!!
Beijos