Suspiro o que no ontem
fui buscar
e não consigo trazer
para o hoje.
As lágrimas não são raras,
pelo contrário,
já fazem parte de uma rotina
de pensamentos perdidos.
Não há mais vida sem você,
pois ela vive de se alimentar
deste amor proscrito.
Este amor não teme o tempo,
ele teme a ele mesmo,
e as suas inseguranças.
Vacila, ao mínimo temor de uma perda.
O que fizestes aos meus olhos amor?
Eles não mais nada conseguem ver
além de ti.
Estes olhos foram corrompidos
pelo teu passar
e não podem mais deixar de seguir-te,
e levam com ele
todo o meu pensamento.
Os olhos, que este amor me deu,
não ligam mais para o que é real,
ele só se entrega ao pranto e a vigília.
Depois que provei de teus lábios,
recheados de mel,
sugou-me a morte
a vida que tinha
e a esperança de te ter comigo
deu-me uma vida nova.