quarta-feira, 10 de junho de 2009

Desnudo

Desnudo minha paixão.
Quero ter o prazer doce
da dor de amar,
sem temor.
Aquece minhas esperanças.
Incendeia minhas saudades.
Alimenta-me com seus mistérios.
Faz com que meus olhos
só consigam te ver,
só consigam ver a tua luz.
Retira este frio gélido
de dentro de mim.
Deixa que eu more também
dentro de teu peito.
Pousa em meus lábios
os teus lábios doces.
Deixe seus braços
nos meus abraços.
Deixo-me levar,
pelos ventos benditos,
para locais distantes.
Deito-me em sonhos,
em poesias,
deito-me em fantasias.
Sangro,
sangro muito,
e as feridas não cicatrizam,
não fecham,
a cada nova chaga
mais uma dor de amor.
Cura-me,
ainda que tardiamente,
cura-me.

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