Chove,
chove muito em meu peito,
as águas, ácidas,
corroem o que restou de mim
e tentam destruir
o que tenho de você,
guardado em meu peito.
Mas sua marcas são fortes.
Você está gravado em mim
de maneira perpétua,
nada parece te destruir
ou destruir o que construístes aqui dentro
e eu também não o quero.
Deixo que destruam a mim.
Deixo que destruam meu corpo,
pois sou como Fênix,
renasço das cinzas,
mas de ti,
nada quero destruído.
Data Poema de Sophia de Mello Breyner Andressen
Há 17 horas
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