sábado, 27 de junho de 2009

Hoje

Hoje sou palavra muda,
Rio sem água,
Mar sem vida.

Hoje sou floresta sem árvores,
Brisa sem vento,
Sol sem calor.

Hoje sou luar sem brilho,
Criança sem sorriso,
Cão sem afago.

Hoje sou águia sem céu,
Pássaro sem canto,
Pessoa sem encanto.

Hoje, só hoje,
Posso ser tudo
E sou nada.

Hoje, só hoje,
A falta tua me atormenta,
A alma chora.

Hoje, só hoje,
Amanhã,
é outro dia.

Um comentário:

Geraldina disse...

Olá poeta e amigo das palavras...Passei por aqui e li suas emoções. Parabéns pela ousadia e beleza, materializando emoções...Abraços