quarta-feira, 24 de junho de 2009

Aridez

Já não vivo mais a ânsia
de teu ser ao meu lado.
Sou livre.
És livre.
E esta liberdade
onde nos levará.
Queria poder....
Poder tudo mudar.
Poder tudo aceitar.
Mas não posso,
sou resignado,
pela vida.
Tua ânsia
não é mais
a minha ânsia.
Meus sonhos
não serão mais
os teus sonhos.
O que era alto e grandioso
transformou-se em planície.
Os rios secaram,
a vida se foi.
Aguardo nova chuva benfazeja
que regue novamente
os campos áridos
de meu coração
para o recomeçar da vida.

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