domingo, 29 de março de 2009

Minhas Poesias

Bebi, bebi muito
das minhas poesias
e embriaguei-me
com o prazer que elas me dão.
Embriaguei-me
nas viagens que elas me proporcionaram.
Nelas adquiri liberdade,
elas deram-me asas.
As vezes elas são calmas,
como as águas de um lago
outras vezes caudalosas
como as de um rio em correnteza,
mas sempre serão doces,
para mim.
Procuram tratar de tudo um pouco,
de amor, de morte,
de perda, de encontros,
de alegrias e de tristezas.
Procuram sobreviver ao tempo,
quando já não mais estiveres aqui,
mesmo as vezes elas sendo melancólicas demais.
Nelas desabafo um grito contido,
e grito de maneira surda,
como se mudo fosse.
As vezes elas vêm de forma violenta,
jorram aos borbotões,
mal acabo de escrever
e começo novamente.
Outras são como chuva de verão,
vem violenta e logo vão embora,
as vezes deixando até algum estrago.
Eu as direi, sempre,
nas minhas grandes palavras,
serei sincero e verdadeiro
naquilo que escrever.
Viverei aquilo que escrever.
Colocarei no papel
aquilo que foi-me soprado,
no ouvido por algum anjo torto,
desejando ser somente feliz e calmo,
poeta e sonhador,
desejando que as volúpias passem por mim
a cada segundo.

Um comentário:

R Boechat disse...

Feliz de voce meu amigo, que consegue colocar num pedaço de papel tudo o que se passa no seu coração! Deus conserve essa sua capacidade, fazendo-te cada vez mais sensível pra minha alegria, tua leitora voraz!