domingo, 29 de março de 2009

Eremita

Onde estás, amor
Que não respondes mais
As minhas cartas de pavor
Por não poder te ter jamais.
Caminhaste pela noite adentro
Ou fostes levadas pelo vento.
Não importa, deixaste aqui
Vazio um peito, um coração
Deixaste aqui aos montes só solidão.
Uma saudade abundante,
Sobre mim,
Derrama de forma constante
Não me deixes só, assim.
Amor, volta logo, volta para o que é teu.
Vem suavemente aninhar em meu peito,
Faz dele, neste momento, o teu apogeu
Faz-me repleto e satisfeito.
Busco em mim algum resquício meu
Para diminuir a angústia que sua falta me faz
E só nas memórias te tenho agora, amor meu.
Em meus braços, o vazio se faz.
Busco palavras e não as encontro
Em minha face lágrimas secaram
de tanto meus olhos te buscarem
no brilho do sol.
Eremita era, eremita estou,
Não desejo mais ser ermitã.
Quero de volta sua alegria.
Quero de volta seu calor.
Quero de volta seu amor.
Quero de volta minha metade
Que levaste quando se foi.
Completas aquilo que conquistastes
E que deixaste de uma maneira brusca.

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