A minha poesia
nada mais falará.
A minha poesia
tornou-se muda.
Tudo já te disse.
A minha poesia
não vai anunciar
nada mais,
nem mesmo
minha morte.
Minhas palavras
não tem mais
sentido algum
se você não mais
as ouve.
O ninar dos sonhos é inútil,
é como embalar
criança morta.
Os movimentos
de minhas mãos
estão perdidos.
Só silêncios
serão agora
pronunciados,
mansamente.
Tenho tantos
pedaços perdidos
que será necessário
a eternidade
para junta-los.
Data Poema de Sophia de Mello Breyner Andressen
Há 16 horas
Older, como não gostar de toque, pele... de carinho... de calor... de desejos...
ResponderExcluirSomo assim... podemos até nos conter...rsrs
Mas que é bom, é, e muito...rsrs
Querido e essas suas palavras, que tomam forma de poema, e desaguam rios de emoções?
Essa sensão de falar ao vento... isso é horrível!
Quando percebemos que nada de fazemos, dizemos ou escrevemos acham seu destino final...rs
Mas por teimosia, continuamos...rsrs
Afinal, não dá para segurar tantos sentimentos...
Adorei ver voce por lá....
Beijos e carinhos!
PS: Esses pedacinhos... faça um lindo mosaico... verá que nada foi em vão...rs