sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os sinais que te dei,
em nosso silêncio,
não foram percebidos,
e a ausência nossa
trilhou nossos caminhos.
Nossos olhares
já não mais nos aqueciam,
nossas bocas
já não mais se suportavam,
nossos braços só se afastavam.
E mesmo sem querer
provei o sabor do fel.
Curiosamente
sinto-me libertado
deste nó que eu mesmo dei,
mesmo tendo este nó
apertando o meu pescoço,
sinto-me liberto.
Danço a dança
que não queria dançar,
ouço as vozes que se afastam
de mim cada vez mais.
E mesmo preso
sob milhares de pedras
sinto-me leve.
Não culpo ninguém,
a única culpa é minha,
só minha.
Aos que ainda gritam
para que eu os possa ouvir,
obrigado.
O meu amor
vocês sempre
o terão.

4 comentários:

Ava disse...

Sinas... sinais...

quantos emitimos... e nada...rs

É desatar os nós e seguir em frente...


Linda sexta-feira para voce...

Beijos!

Branca disse...

Oi...conhecendo seu espaço!

Muitas vezes os sinais estão visíveis mas ficamos prolongando o momento final, talvez por medo, por acomodação, mas é uma sensação sempre ruim de alguma forma.

Bom fds pra vc.

Elcio Tuiribepi disse...

OLá Older, obrigado pela visita...
Assumir nossas responsabilidades diante nossos erros é sinal de grandeza, de entendimento...isso é bom, minimiza o sofrimento...
Um abraço na alma...bom fim de semana

Older disse...

Agradeço aos comentários, ao carinho de vcs.
Bjs...abs