terça-feira, 11 de agosto de 2009

Silêncio

Minha poesia dói.
Como a dor
de um galho
cortado de uma árvore,
silenciosa.
E no silêncio da poesia,
rói a solidão
o coração do poeta.
Não mais comporei,
nenhuma poesia lírica.
Chega!
É finito.
Não mais profanarei
as coisas
que eram nossas
e que você nunca soube
que eram.
Inventarei,
dentro de mim,
outras fontes,
pois não posso morrer
sem continuar escrevendo
ou se parar de escrever
morro.

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