Afastei-me muito de mim.
Fiquei atrasando minhas coisas.
A confusão de estar perdido
me fez trilhar outros caminhos,
que não eram os meus.
Tento agora percorrer
o caminho de volta,
tentar me encontrar,
voltar a ter o meu caminho.
A verdade é que
não estou mais em mim,
estou em outro corpo,
a minha alma pode até
ser a mesma,
mas não me reconheço mais
quando me olho no espelho.
O que fiz comigo?
O que deixei fazerem comigo?
Durante um tempo
me fiz marionete,
manipulado ao gosto
do manipulador.
Será que alma ainda tenho?
Aos espelhos
não adianta quebrá-los,
sempre estarei refletido,
em um caco qualquer,
um ser que não sou eu,
um estranho ser.
Data Poema de Sophia de Mello Breyner Andressen
Há 16 horas
Esta sua poesia reflete bastante a realidade...
ResponderExcluirÀs vezes é exatamente assim que nos sentimos, e quando acordamos desse transe nostálgico, percebemo-nos vivos e aptos para ver novos horizontes. Há que se encontrar, porém, a palavra certa para recomeçar em outros moldes.
Adorei os versos!
Beijos!
Eu sou cigano e me sinto muito estranho nao consigo se felis e penso que todos ceres umanos sao identico eles se intende e eu entendo eles mais eles nao me intende as vezes me perco e a i que fico louco e nao me intendo .que faço cera eu um louco cera que eu nao sou normal. mais eu nunca vi a nosmalidade em ninguem por que me julgo tando por que tanto centimento estranho.
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