sábado, 31 de maio de 2014

Azul dourado



Tenho um pássaro preso,
Dentro de meu coração.
É azul e esta com medo,
De morrer na solidão.

Ainda jovem o colhi,
Passeando pelo campo.
Era mesmo um colibri,
Que não emitia canto.

Devagar se fez crescer,
E ocupou o que havia.
E as asas quis bater,
Espalhar a cantoria.

E no azul tão intenso,
o pássaro tive de soltar.
apesar de meu lamento,
o pássaro se fez voar.

E para tão longe voou,
que a vista não alcança.
E a agonia cessou,
neste peito de criança.

Ainda posso ouvir,
seu cantar  tão encantado.
Sua cor não esqueci,

Era um azul dourado.

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