domingo, 18 de maio de 2014

Amarga, como jiló



Aquela dor tamanha,
Desde o dia em que parti.
Para sempre me acompanha,
Não me deixa fugir de ti.

A tua imagem chorando,
Pela partida sem volta.
É a minha imagem clamando,
O tanto da minha revolta.

As estrelas já não brilham,
E a lua não tem luar.
Por meus dedos só desfiam,
Uma ânsia de matar.

Quando a cama me deito,
Esperando a tudo esquecer.
É que sacode no peito,
Uma vontade de te ver.

Um suspiro solto suave,
Para não se perceber.
É um gemido que logo arde,
E faz uma lágrima correr.

E aquela dor tamanha,
Que me maltrata sem dó.
É grande como uma montanha,
Amarga, como jiló.

É o  peso que carrego,
Por não pensar direito.
Fui um tolo, não nego,
Agora não tem mais jeito.

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