sexta-feira, 16 de maio de 2014

Janelas d’alma



Da alma não abro a janela,
nada mais há para ver.
Na vida o que havia de bela,
só fez aos poucos esconder.

Os olhos parecem de vidro,
perderam o brilho que há.
Na mente um monte de grito,
somente um nome a chamar.

A solidão semeia saudade,
em todos os cantos do mundo.
O peso da minha idade,
já me faz um vagabundo.

Não há forças para lutar,
não há forças para vencer.
Por mais que queria ganhar,
faço meu corpo sofrer.

Fico junto a minha sombra,
tenho medo de errar.
Tudo a volta me assombra,
não há como escapar.

Cerro meus olhos no vento,
nada mais eu quero ver.
Vou morar num pensamento,
que eu nunca vou viver.


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