sábado, 10 de maio de 2014

Sem resposta




Nunca ninguém me viu,
dizendo do que não sou.
Sou corpo que nunca partiu,
sou alma que sempre ficou.

Naveguei por tantos mares,
escolhi coisas erradas.
Me embriaguei em muitos bares,
Bati em portas cerradas.

Enfeitei-me com flores mortas,
Inalei do mesmo fel.
De uma vida muito torta,
Fiz um caminho ao léu.

Fiz do pranto a poesia,
Espalhando pelo vento.
Dizendo do que sentia,
Escondendo meu remendo.

Ainda bebo de um vinho qualquer,
Buscando não sei o quê.
Eu nem sei o que se quer,
Ter na vida sem você.

Onde o amor cravou os dentes,
A ferida está exposta.
Por mais que na vida mentes,
Não vais  achar resposta.

Esta eterna e imortal canção,
Vou entoar por todo tempo.
Vai buscando coração,
A resposta ao momento.

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