quinta-feira, 22 de maio de 2014

Embriagados



Como tu  me embriagas,
com seu perfume, mulher.
É calor que não apaga,
nem se assim quiser.

Canta a esperança,
dentro do peito vazio.
Ecoa como lembrança,
do tempo do fim do estio.

Depois da luta de bocas,
travada em todo canto.
Ficaram memórias loucas,
espalhando o nosso encanto.

Foram tantos gritos roucos,
que tentamos abafar.
E tantos beijos loucos,
que faziam desmaiar.

E na embriaguez da vida,
encontramos nosso lugar.
Lá não havia partida,
somente o nosso ficar.

E ficamos por um tempo,
em que não se pode medir.
Nosso maior contentamento,
Era viver sem sentir.

Embriagados nós ficamos,
e não queremos a cura.
Amar nós nos amamos,
com a linda alma pura.



Um comentário:

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu amigo

Mais um belo hino de amor num belo poema.

Um beijinho com carinho
Sonhadora