segunda-feira, 24 de setembro de 2012

No Peito


Não entende a vida,
Este meu coração.
Encara uma briga perdida,
É teimoso feito cão.

Se estrepa e não aprende,
Apanha sem nunca parar.
Nem tampouco se arrepende,
De tudo o que a vida lhe dá.

Do limão faz limonada,
Do açúcar um doce bom.
Sonha até com alma passada,
Que morou na solidão.

Segue pulando,
E rindo de quê?
Diz que a vida vai levando,
Até o dia de morrer.

Depois de tanto tempo,
De convivência conjunta.
Eu ainda não o entendo,
Mas ele sempre me ajuda.

Não tenho no peito,
Um coração a pulsar.
Tenho um passarinho perfeito,
Que vive no peito a cantar.

De mais uma  etapa refeito,
Das tantas que já passou.
Segue pulando sem jeito,
Esquecendo o que voou.

2 comentários:

brisonmattos disse...

que bonitinho esse poeminha! Amei de paixão. Lindo como o dia de hoje...Bom dia

Aninha disse...

Esse poema tem jeitinho de...quero viver tudo de novo, mesmo que me machuque. Vale a pena viver um amor dia a dia e deixar ele seguir seu curso.
Beijinho carinhoso!!!