sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Brigando




O corpo envelhece,
Não adianta brigar.
Por mais que se deteste,
É algo que não dá para negar.

Pode de todo se cuidar,
E atrasar o envelhecer,
Mas quando a hora chegar,
Não há mais o que se fazer.

Quando surge algo estranho,
Muito fora do normal.
A aflição não tem tamanho,
Vai-se ao espaço sideral.

É um tanto de medo,
De mais rápido acontecer.
Aquilo que todos sabemos,
Que já é fadado desde o nascer.

Os doutores sabem demais,
E orientam no que fazer.
Nesta briga há de ser sagaz,
Para no fim se perder.

Não há como brigar,
Quando se já está marcado.
Só nos resta aceitar,
E esperar o inesperado.

Sempre vem algo novo,
Para tristeza ou alegria.
E eu, meu querido povo,
Vou vivendo mais um dia.

Um comentário:

brisonmattos disse...

é isso aí...Sempre com otimismo.
Parabéns pela poesia