quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Fim



De uma noite não sonhada,
De pecados permitidos.
Veio um sonho atrapalhado,
A tanto tempo perseguido.

Do abstrato idealizado,
O concreto se formou.
De um mundo de marasmo,
Tudo de cores se pintou.

Era um amor sem tamanho,
Caricias como nunca igual.
Não havia perdas, só ganhos,
Todo resto era irreal.

E como tudo que cresce,
sem controle muitas vezes
Veio a queda que adoece,
Veio a falta dos prazeres.

O mundo sem cores ficou,
Por mais que o pintemos.
A lembrança no olho morou,
O coração se tornou pequeno.

Do gigante incontrolável,
Restou um amargo fim.
O que era inabalável,
Virou você sem mim.

Um comentário:

mARa disse...

A inevitável dor do fim, para uns alegria para outros olhar molhado.

Versos sentidos.

abço!