quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Faleceram




Meus versos não dizem nada,
Não têm brilho que reluz.
Depois de deixá-los na estrada,
Meus versos ficaram nus.

Com a intimidade exposta,
Escondeu-se envergonhado.
Tanto que esperou resposta,
Que acabou embolorado.

Agora mais nada dizendo,
E sem ter com quem falar.
Os versos foram morrendo
Só os falta enterrar.

Que seja em cova rasa,
E sob uma pá de cal.
Se não servem para mais nada,
Deste jeito não fará mal.

Sobre o túmulo uma flor,
Desejando bom descanso.
Estejam eles onde for,
Serviram de bom remanso.

Descansem em paz,
Versos meus queridos.
Quem os deixou para trás,
Não mais os farão feridos.

Com o vazio deixado,
É preciso conviver.
Se vocês ficaram calados,
Eu preciso sobreviver.

Os visitarei de vez em quando,
Com os olhos bem molhados.
Lembrarei de todo o pranto,
Que por você foi derramado.

Guardarei com carinho,
Todo o prazer que me foi dado.
Em meu peito farei um ninho,
Onde sempre ficarás guardado.

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