quinta-feira, 9 de julho de 2009

Poetas

Nós, poetas,
ou os que escrevem
algum tipo de poesia,
lapidamos palavras,
esculpimos sonhos,
idealizamos ideais.
Buscamos,
em nossas metáforas,
sobreviver ao que nos vem corroendo,
ao que vem nos atormentando,
ao que vem nos afligindo.
Buscamos, no impossível,
uma fuga de nossas realidades.
Escrevemos sem destinatário certo, ou,
para o destinatário que está ali,
bem ao nosso lado
e que muitas vezes não percebe
ou não recebe nossas palavras.
Fome, muita fome nos impulsiona,
fome de amor,
fome de carinho,
fome de buscar um sonho.
As estrelas dão os brilhos
em nosso olhos
e fulgor em nossa mentes,
incendeia o que não se cansa de queimar,.
O coração já em cinzas,
teima em arder.
Lágrimas correm
para tentar apagar este fogo,
espremidas dos olhos
pela alma sofrida.

Um comentário:

•.¸¸.ஐBruneLLa França disse...

Linda escrita sobre o fazer poético... Quando temos em nós mais palavras do que podemos suportar, precisamos tirar um pouco do peso. E não há melhor lugar q uma folha em branco para depositá-las.
"Ai palavras, ai palavras, que estranha potência a vossa"

beijos e borboleteios