quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fuga

Corro para o mar
Para tentar esquecer você.
Lanço-me as ondas,
para que me levem a algum lugar
onde você não esteja.
Não adianta,
o vento sempre a traz a mim.
Escrevo nas areias brancas
palavras de esperanças,
buscando entender o que se passa,
mas o vento também as leva,
junto com a areia.
Vejo que não há escapatória
para onde me viro,
para onde esteja apontando minha face,
para onde esteja meu peito,
lá você está.
Não adianta fugir.
Seria como fugir de mim.
Já te tenho aqui dentro
muito bem guardada,
e nunca conseguirei te tirar.
Deixo-me levar pelas ondas,
ao sabor do ventos,
por entre os grãos de areia
para onde esta loucura quiser.

Um comentário:

Marlene disse...

Ai amigo "O amor é feito de impossíveis" (Tirso de Molina).
Hora dessas faz como eu arranca esse perverso coração hehe! Tem vezes que tá duro mesmo!!
Beijos