sábado, 2 de maio de 2009

Cicatrizes

Tomba, as vezes, meu ser.
Unidos corpo e alma
sentem o peso dos tempos,
que passa sem parar.
Marcas são deixadas
por este senhor implacável,
o tempo.
Elas são cicatrizes a mostra
do quanto o corpo sofreu na vida.
A alma sofre mais,
Suas cicatrizes são veladas,
E não podem ser apontadas
Ou mostradas como marcas de guerra,
Da guerra da vida.
A alma é quem mais sangra,
Quem mais agoniza,
A todos os sofrimentos a ela impostos.
O tempo pode até curar
As feridas do corpo,
com as da alma
convive-se com elas.

Um comentário:

Nosalai disse...

ARRASOU! Older já não posso mais dizer que vc se superou, porque eu ficaria repetitiva. Eu te presto uma reverência poeta! Aceite, pois, da liçença... mas vai escrever assim bem por aqui por perto rsrs... AMEI é a minha cara rsrs
Beijos e Beijos