sábado, 6 de outubro de 2012

Sombra




A você,
que chicoteia,
que afaga,
sacaneia
e me abraça.
Que me tonteia
e faz graça,
eu dedico
este poema.
Como homenagem
pequena a tudo
que você me diz,
e de como sou
um cara feliz.
Feliz em saber
que a raiva exposta,
não era uma resposta
ao que pensavas dizer.
Era só um desabafo,
um parte de um mal passo,
para dar um passo maior.
Feliz em saber que a raiva contida,
era só uma ferida,
que de leve aconteceu.
Nada de mais profundo
foi feito,
por intenção ou despeito,
que faltasse ao bem maior.

A amizade,
distante,
sobrevive,
de relance,
sem querer aparecer.
Continue escondida,
como sombra,
perseguida,
acompanhando os passos meus.
Ao seu lado vou ficar,
de soslaio a te olhar.
Vou de longe acompanhar
com meus passo no vagar.
Como sombra ao teu lado,
sem nunca aparecer.
Segue contente o teu amado
sem nunca aparecer,
e o teu o amado,
antes tão idolatrado,.
não consegue te esquecer.

Um comentário:

Renata Boechat disse...

Quantas sombras neste teu caminho...
Faça uma ode ao sol, veja se quem sabe ele apareça pra iluminar um pouco a sua vida...faça isso!