quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Azul e Cinza




Minha alma foi deixada,
Em uma terra de magia.
Com montanhas enluaradas,
E uma mulher de fantasia.

Hoje o corpo vaga só,
A noite pelas ruas.
Quem o olha com dó,
Não sabe de sua penúria.

Já houve tempo de prazer,
Onde só vivia o amor.
Depois dele se esconder,
Passou a morar a dor.

Não há mais canto,
Só um pouco de felicidade.
A noite vence o pranto,
De dia vence a saudade.

E a mulher continua,
A espalhar seus encantos.
Por onde anda , pela rua,
Ou em qualquer outro canto.

Ambos ainda seguem,
Passeando pelas ruas.
As almas só os perseguem,
Tão vazias quanto a suas.

Ela com seu azul no vestido,
Segue no caminhar que seduz.
Eu, de cinza vestido,
Busco cegamente por uma luz.

Um comentário:

Renata Boechat disse...

Se é assim que você disse que é, assim deve ser...