sexta-feira, 17 de abril de 2009

Abandono

Não espero que ninguém me entenda,
pois também não quero entender ninguém.
Cada um com seu cada um,
e todos vivendo esta grande vida.
Se por acaso não lhe agrado,
tente saber o porquê
e não parta já para a crítica
ou para o abandono
só porque já não mais
lhe atendo de imediato.
No momento em que abandonas a mim
Abandonas também um pouco do você
em que vivo.
Penses, reflitas e reconsidere.
Verás o quanto de mal está fazendo
a nós dois,
A mim pela chagas abertas
e a você por não querer olhar
o seu sangue derramado.

Um comentário:

R Boechat disse...

O sangue das lágrimas que derramamos do nosso próprio orgulho ferido cega a condição de enxergar as feridas que possamos ter causado num outro coração...