domingo, 30 de novembro de 2008

Quem?

Não me perguntem
a quem escrevo
declarando todo o meu amor
e falando-lhe de minha dor.
Não sei.
Se soubesse não estaria aqui,
falando ou escrevendo
para o mundo,
para que talvez o vento
leve minhas palavras
até os ouvidos de minha escolhida.
Se soubesse,
estaria a seus pés,
declarando-me a cada minuto
e dedicando-lhe todo o meu amor,
como um servo fiel.
Vivendo, neste novo mundo,
todos os meus sonhos e fantasias.
Ela pode ser de um passado distante,
ou de um futuro ainda mais distante,
ou pior, de um presente,
em uma dimensão paralela,
ou até somente um fruto
de meu imaginário,
não sei.
Só sei que a ela dedico-me a escrever
e descrever o que sinto de mais puro
e belo.

Um comentário:

Boechat disse...

Seus poemas são direcionados a uma pessoa só: aquela que te lê, e em cada poema se enxerga...é como se tivéssemos pra nós um poeta particular, a satisfazer nossos próprios desejos...a contar a nossa própria história...