Recolho migalhas
espalhadas no chão
pela vida.
Tento, de alguma forma
fazer com que elas,
pequenos pedaços desperdiçados
por alguém que muito tem,
tentem representar o tudo,
mas sinto que elas representam
somente migalhas,
nada mais do que migalhas.
E de migalhas em migalhas,
recolhidas no chão,
vou fortalecendo meu EU.
Valorizando cada pedacinho encontrado,
alimentando-me de cada fragmento conseguido
para que tenha forças e condições
de continuar seguindo a viver
e a buscar novas migalhas.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há 22 horas
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