sábado, 5 de julho de 2014

Sem despedida



Não me arranquem esta agonia,
de partir sem esta dor.
Não existe mais companhia,
se não existe mais amor.

O silencio em tudo habita,
onde antes havia cor.
Sou como pássaro amarrado em fita,
que deixa de ser cantador.

Afogadas em tantas lágrima,
as flores  estão morrendo.
As palavras não dão rimas,
e a brecha vai aumentando.

E o que foi a razão,
deste enorme querer.
Embarcou num avião,
e foi sem eu saber.

Sem um adeus sequer,
ou bilhete de despedida.
Foi voando quem se quer,
a razão da minha vida.



Um comentário:

brisonmattos disse...

não foi sem avisar
faz tempo que estava tentando sair
assim, tinha que parar
Agora é a hora de partir.

Você continua com inspiração suficiente para continuar a vida sem reclamar.
Bela poesia.