domingo, 20 de julho de 2014

Furor e Beleza


Como pode te colocar a natureza,
olhos de um claro castanho.
Deixar estampada tanta beleza,
Em um olhar que não tem tamanho.

Neste teu olhar mergulhei,
E encontrei o que tanto esperava.
É uma enorme loucura eu sei,
Mas ela não podia ficar guardada.

Para todos desta cidade,
Havia de ser  mostrada.
Que a beleza, como escultura em jade,
Tinha, enfim, que ser admirada.

Ainda se complementa,
Com uns cabelos dourados.
Na pela um sabor de menta,
No corpo um furor danado.

Parecia um furacão,
Arrasando pelo caminho.
Este pobre coração,
Que caiu no descaminho.

E o furor e beleza,
Se completam a todo tempo.
Nesta obra da natureza,
Esculpida pelo vento.

A você que renascida é,
Dedico todo meu amor.
És  uma linda mulher,
Sem mais tirar nem por.



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