terça-feira, 1 de julho de 2014

Cartas que escrevi



Eu li todas as cartas,
Que um dia escrevi.
E no meio das letras parcas,
Só a você é que eu vi.

Em cada canto vasculhei,
Procurando alguém mais.
Mas ninguém encontrei,
Só você, aliás.

E nas letras escondido,
Vai dito tudo o que sinto.
Mesmo com coração moído,
Vou cumprindo meu destino.

Vai escorrendo pelo tempo,
Como areia em ampulheta.
Vai voando junto ao vento,
Abrindo portas sem maçaneta.

Mesmo assim eu lhe escrevo,
Como forma de louvor.
Sei que isto não devo,

É só uma forma de amor.

Um comentário:

brisonmattos disse...

Esse amor é magoado
de ambas as partes enfim
estranho amor destoado
Sabíamos que teria fim