quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Decreto







Hoje eu decreto,
A morte deste amor.
Encerrado em concreto,
Por todo tempo que for.

Cego o meu olhar,
Para nunca mais te ver.
Calo o meu falar,
Para jamais voltar a dizer.

Ensurdeço de vez,
Para não mais te escutar.
E de toda minha tez,
O teu cheiro arrancar.

Hoje decreto,
Sem muita precisão.
Que tudo que era certo,
Foi jogado pelo chão.

Que não me comova mais,
Com o teu doce olhar.
Que eu  não chore mais,
A cada teu afastar.

Que não ressoe teu nome,
Dentro do meu coração.
Que seja só mais um homem,
Sem alma, sem paixão.

Um comentário:

brisonmattos disse...

DECRETADO ESTÁ...Mas com muita poesia, que essa não pode faltar.