sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Lá vai solto meu amor






Lá vai solto meu amor,
correndo pela rua.
É criança em louvor,
com  uma inocência nua.

Corre solto sem olhar,
por onde vai brincando.
Nem pensa em se castrar,
simplesmente vai se dando.

É como uma criança,
que ainda não vê maldade.
É um poço de esperança,
ainda na flor da idade.

Ele brinca de esconder,
e eu tenho de procurar.
As vezes até o posso ver,
mesmo assim o vou deixar.

Escondido por um tempo,
para pensar que não o vi.
De repente num momento,
eu o grito para descobrir.

E ele sorri aberto,
gargalhando como louco.
Meu amor é decerto,
com juízo muito pouco.

Lá vai o meu amor,
vai brincando pela rua.
E eu, em seu favor,
vou seguindo na amargura.

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