terça-feira, 7 de janeiro de 2014

P’rás da vida





É deselegante,
Totalmente sem nexo.
Uma mulher vagante,
oferecendo sexo.

Uma vida vazia,
sem um amor a esperar.
Uma vida bem fria,
sem ter onde se esquentar.

Uma difícil vida,
bem pecaminosa.
É de quem tem esta lida,
de viver a vida perigosa.

A noite com seus tormentos,
pelas ruas tão desertas.
Vão buscar o sustento,
num busca tão incerta.

Que bom seria,
se esta mulher não tivesse.
Esta vida que esfria,
e que nunca se esquece.

Que bom se talvez,
em um outro tempo.
Elas fugissem da escassez,
e voltassem ao templo.

O templo que é família.
O templo que é esperança.
O templo que não humilha.
O templo que descansa.

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