sábado, 11 de janeiro de 2014

Incontrolável






É comum começar,
Com uma lembrança, um fragmento.
Ou começa a teimar,
Ou vai virando tormento.

E ai o papel se suja,
Com o preto da letras.
E toda palavra que surja,
Se mistura neste treta.

E vão surgindo os versos,
Se agrupando como podem.
As vezes são bem perversos,
é no peito que explodem.

Eles dançam como loucos,
não dá nem para controlar.
As vezes vem aos poucos,
as vezes vem para derrubar.

Não são corrompidos,
não são controlados.
São como gemidos,
como gemido calado.

Surgem nas esquinas,
surpreendem no caminho.
Só para te dizer, menina,
que nunca fiquei sozinho.

Invadem a cabeça,
Dominam os dedos.
Não importa onde apareça,
Espanta todos os medos.

Pode mais que eu,
Não consigo controlar.
Este poema que é teu,
foi feito para guardar.


4 comentários:

Um Certo Vestido Azul disse...

Eu guardo todos

Ana disse...

E seu destino, não tem jeito vc nasceu para escrever...bonitas palavras!!

brisonmattos disse...

É...você escreve coisas fantásticas! E que ótimo que a sopa de letrinhas te faz companhia. Vai fundo.

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu querido amigo

Como sempre um vendaval de emoções em cada poema que escreves.
Feliz 2014 junto de todos que amas.

Um beijinho com carinho
Sonhadora