As coisas mais leves
o forte vento
não conseguiu levar.
Ele, quando passou por aqui,
só levou as coisas pesadas,
as leves resistiram.
Jogou um pouco
de terra nos olhos
que me fizeram
não enxergar o óbvio,
mas nada que um colírio
não resolva.
Um colírio ou um delírio,
só isto me fará
de novo enxergar.
Ele deixou pó,
ele me deixou só.
Vento forte,
ainda bem que você passou,
e passou mesmo,
levou quase tudo
que não prestava,
mas deixou a essência,
deixou minhas palavras,
deixou minha vontade
de escrever e descrever,
o poema ainda não findo.
Você é começo
e não fim.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há 23 horas
"Nada que um colírio não resolva..." rs
ResponderExcluirOlder, gostei da praticidade da vida, entre sonhos e poesia...
As vezes só precisamos enxergar bem... desembaçar os olhos...
Beijos e flores!
Todo vendaval passa, e depois vem a reconstrução. Eu prefiro o delírio ao colério.
ResponderExcluirAbração