sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Prisioneiro em mim


Sou prisioneiro em mim,
Trancafiado em sonhos.
Desejos que não tem fim,
Medos que são medonhos.

Vivo um mundo que não estou,
Olho caminhos por onde andei.
Nas mãos carrego o que ficou,
No peito levo o que não me dei.

Os passos que me conduzem,
Não me levam aonde quero.
Os cantos que me seduzem,
Morrer neles espero.

Durmo por  noites longas,
Sem os olhos poder fechar.
Armado de trapizongas,
Sem asas quero voar.

Condenado pelo fim,
De algo que não mais veio.
Sou jogado enfim,
No calabouço de cativeiro.

Isolado do que há,
Para ser compartilhado.
Encerrado em um lugar,
Esquecido  como trapo.

Na esperança me ponho,
De um dia tudo mudar.
E talvez este lindo sonho,
Volte a se concretizar.








Um comentário:

brisonmattos disse...

Que video lindooooooooooooooo! Amei. rs
Quanto a poesia, não fica tristin não, tá?