sábado, 15 de março de 2014

Dama da Noite




Um cheiro de mato,
Longe me arremessa.
E um pouco mais me abato,
Com uma perdida promessa.

Um céu vermelho brota no peito,
Ardendo até sangrar.
E eu com cara e sem muito jeito,
Me ponho no mundo a andar.

A cada passo que dou,
Na estrada do afastar.
Lembrei do tempo que sou,
Um viajante no teu olhar.

Minha linda emoção,
nos olhos meus a nadar.
Na tão fria solidão,
Estou cansado de chorar.

Desde o momento em que me fui,
Só aumenta o meu pesar.
Pela ponta dos dedos flui,
A vontade de te contar.

No cheiro doce,
da dama da noite em flor.
Mesmo que assim fosse,
esta ilusão virou amor.

Passeando pelos cantos,
apontando a direção.
E o meio de sons tantos,
vou catando meu senão.

Um comentário:

brisonmattos disse...

e de suas lindas poesias
esse coração vai vivendo
tropeçando,às vezes, pelos dias
mas sempre te enaltecendo