quinta-feira, 27 de março de 2014

Conversando com Deus

Conversando  com Deus

Depois de um século viver,
Como sábio incompetente.
Decidi enfim morrer,
Sem avisar, assim de repente.

Ao chegar no paraíso,
Com Deus me encontrei.
E lhe disse: - Para com isso,
Que tantas chuvas enfrentei.

Ele olhou nos olhos meus,
E me disse bem baixinho.
Filho, não as criei Eu,
Foi você e seu caminho.

Parei então a pensar,
Nas palavras recebidas.
E nem chegar a reclamar,
Reconheci a minha dita.

E me vi em embaraços,
Envolto em armadilhas.
Tracei meus próprios traços,
Envolvi-me em rodilhas.

Então Lhe disse: - Deus,
Reconheço que errei.
Te culpei pelos erros meus,
Que fim então terei.

O seu fim será igual,
Aos tantos que perdoei.
Sua vida um manancial,
De todas as coisa que te dei.

Aproveite o seu presente,
E reconheças o que é certo.
Eu que sou onipotente,
não sou um Deus incerto.

E sob os seus braços,
fui seguindo meu destino.
Fui traçando novos traços,
E da vida ser menino.