domingo, 23 de novembro de 2014

Sou um museu




 
Virei um museu,
Só vivo de lembranças.
Nem mesmo sou mais eu,
Perdi a esperança.

E cheio de velhas memórias,
Vou me deixando de lado.
Me deixei morar na história,
Que não faz parte do passado.

Vou a poeira limpando,
E deixando tudo como estava.
Não estou mais me importando,
Se você não está em casa.

Emendo fragmentos,
Vou colando fotografias.
Remendando meus momentos,
Desta minha fantasia.

Faço este um mundo só meu,
E vou vivendo na solidão.
Já que tudo isto não é mais seu,
Aprendi a só ter o não.

O que tenho é muito grande,
Para se deixar morrer no tempo.
Ele vem como avalanche,
Tantas vezes, não me lembro.

Nesta história bonita,
Não há lugar para mais ninguém.
È uma história de vida,
Da vida que sou refém.

Um comentário:

brisonmattos disse...

museu a gente só contempla e você eu ainda quero abraçar calorosamente.