sábado, 15 de novembro de 2014

Fora do perigo






Ficamos sozinhos,
mas não ficamos a sós.
Deitamos no ninho,
mas não era um par de nós.

Andamos de mãos dadas,
mas não podiam nos ver.
Montamos a nossa casa,
mas não era para viver.

Um sonho juntos vivemos,
por um muito curto tempo.
Ao infinito nós nos demos,
como forma de alento.

Nada nosso podia ser,
a não ser as escondidas.
Isto não é modo de viver,
só achar coisas perdidas.

Coisas perdidas tem dono,
e não se pode levar contigo.
Continuar no abandono,
e viver fora do perigo.

Um comentário:

brisonmattos disse...

seu viver é de poucos riscos e a vida pede mais...Pede mais que poesia e sonhos às escondidas.