quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Seu Antonio






Seu Antonio é nordestino,
Branco, magro e meio careca.
E por força do destino,
Conheceu uma boneca.

No inicio era bom,
Nada tinha de ruim.
Mas depois o que era som,
Parecia que era o fim.

Um que era só de química,
E ou outro de ilusão.
Uma era uma só mímica,
Outro era solidão.

Vivendo em separados,
Cada qual com seu pedaço.
Um teto, um desabafo,
Não faziam o mesmo traço.

E assim se foi a vida,
Separando cada vez mais.
Seu Antonio da querida,
E a querida dos demais.

Mesmo assim não desistiu,
a querida encantada.
E porque Deus permitiu,
ela achou sua morada.

Era bom para ser verdade,
A boneca sabia disto.
Era somente mais uma maldade,
Traçada pelo destino.

A querida só sofreu,
E o ser encontrado também.
Seu Antonio nem percebeu,
Como da vida se faz refém.

Esta é a minha história,
De coisas que percebi.
Na vida só tem memórias,
Das coisas que eu vivi..

Este Seu Antonio, bem que poderia ser Seu José ou Seu João ou  outro personagem qualquer em que esta história caberia.

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