quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Escrevo Calado






Escrevo, como quem canta
Uma canção bem baixinho
Os sons são quase para dentro
Não se ouve burburinho

Escrevo, como o vento que sopra
Balançando algumas folhas.
Sente-se o vento que roça,
Mas não se tem a escolha.

Escrevo, como uma criança
que dorme em paz.
Sempre tenho a esperança
Que algum bem isto faz.

Escrevo, como quem levanta pela manhã,
Sem maldades na cabeça.
Embora a vida seja vã,
Ninguém quer que ela esmoreça.

Escrevo, para  a mim agradar,
Como forma de desabafo.
Aguardando nas letras encontrar
Um saboroso abraço.

Escrevo, e nem se sou eu,
Quem tantas coisas escreve.
Pareço alguém que esqueceu,
O quando a vida deve.

Escrevo, e aqui me realizo,
Com palavras para tantos.
Até eu mesmo deslizo,
E desabo em novo  pranto.

Um comentário:

brisonmattos disse...

murmuras baixinho
às vezes grita estridente
e eu feito um bichinho
tb às vezes te peito de frente
bom dia e parabéns pelo poema.