segunda-feira, 9 de julho de 2012

Medo, Escuridão e Luz




Caminho no escuro,
Sem nada poder ver.
Cercado por um muro,
Não posso retroceder.

Toma conta de mim o medo,
No corpo que ainda há.
Será que ainda é cedo,
Para com Deus encontrar?

A minha volta ouço vozes,
No corpo só torpor.
Talvez um dia dose,
Este efeito aterrador.

Quero reagir mais não posso,
Não me pertenço mais.
Sou um monte de carne e ossos,
Deitado num leva e trás.

Me mexem de todo jeito,
Tentando consertar.
O coração que tenho no peito,
Já parou de palpitar.

“Não te fiz um curativo,
Isto não posso fazer.
Te fiz mais um paliativo,
Até quando, vamos ver.”

"O que tens não tem cura,
deste mal vais morrer.
Esta é a sina tua,
vai tentando sobreviver. "

Isto me disse o doutor,
Do alto de sua sabedoria.
Deus fez este labor,
Sem Ele não sobreviveria.

Nova chance me deram,
Para mais um tempo poder ficar.
Muitos conselhos vieram,
Para tentar consertar.

Não erre tanto na vida,
Procure a si melhorar.
Leve a vida vivida,
Sem muito poder cobrar.

E assim tento fazer,
Tentando a mim consertar.
Tenho muito que agradecer,
A quem me deixa ficar.


Escrito depois de mais um susto, e uma muito longa temporada no meu "spa".

Todo os posts anteriores estavam programados desde abril 2012.

Agradeço as visitas e comentários. 

Um comentário:

mARa disse...

Não sei o que acontece, mas as palavras são um desabafo. Então que elas possa fluir livremente drenando todas tuas angustias. As vezes assim é!

Fique bem!

Paz e Luz!