segunda-feira, 16 de julho de 2012

Calado




Resquícios . . .
Fragmentos . . .
Sacrifícios . . .
Sofrimentos . . .

É o que sobra,
Ao fim de uma relação.
Tem alguém que se dobra,
E machuca o próprio coração.

É masoquismo, diriam uns.
É malefício, diriam todos.
É morticínio de nenhum.
É suicídio como poucos.

Neste calado cemitério,
Que habita o peito nosso.
Está cheio de mistério,
E vou fazendo o que posso.

Chorar não adianta,
Só nos resta muito orar.
Pedir para calar a vingança,
E o resto deixar para lá.

Para um é o fim,
Mesmo que outro não queira.
Se foi decidido assim,
Que não se perca a estribeira.

Calados ficamos,
Calados seguimos.
Calados partamos,
Calado vou indo.

2 comentários:

brisonmattos disse...

"Para um é o fim,
Mesmo que outro não queira"???

mARa disse...

Querido, deixe que pelas palavras esses sentimentos sejam expurgados, essa é uma possibilidade do poemar.

bjão!

Muita Luz em teu caminho.