quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ocaso

Minha poesia emudece
Com tudo que ainda virá.
O peso do sono perene
Já começa a incomodar.

Tentei de todos os meios
Desta estrada fugir.
Mas as vezes não tem jeito,
Tenho que deixar seguir.

Sigo de cabeça erguida,
Me borrando todo de medo.
A cada passo vencido na vida
É aberto um novo tropeço.

Mas não adianta muito brigar
E muito menos tentar entender.
O que sobra pro lado de cá
É coisa que não quero a você.

Veio bem,
a vida que tive.
Aproveitei, fui além,
Mas tem a hora do declive.

Tudo tem um preço
A ser pago na vida.
Tenho o peso que mereço,
Desde a hora nascida.

Assim como o sol se deita
Eu também vou me deitar.
Sem fazer nenhuma desfeita
O Criador,um dia, vou encontrar.

Terei um sorriso nos lábios,
E os olhos estarão a brilhar.
Não sentirei mais o vazio,
Terei LUZ a me sustentar.

E como raio encantado,
A todos tentarei proteger.
Falarei com os seres alados
" - Aqueles são de bem-querer."

E se sentirem alguma coisa estranha,
Como brisa refrescando o ar,
Sou eu sem nenhuma sanha,
Tentando a ti beijar.

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