quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Arando

Quando vamos preparar a terra
para uma nova plantação
passamos um arado nela
para preparar a semeação.

Rasgamos a terra
Com sulcos profundos,
Nele depositamos sementes
Esperando por seus frutos.

Assim é na vida também,
Tem horas que passam o arado no peito
Rasgando o coração refém
Que sangra sem parar no leito.

A dor sentida no rasgo
É por demais contida.
Não agüento, me engasgo,
Me afogo nas lágrimas caidas.

Mas se quero novo campo
Com novas plantas a brotar.
Tenho de sofrer o sulco,
E nova vida esperar.

Passe arado...
Sulque o peito profundo.
Me deixe sufocado,
Quase um moribundo.

Quando a dor acalmar,
E o peito para de arder.
E hora de novo sonhar,
É hora de novo viver.

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