Na penumbra outonal
As tramas são tecidas.
As folhas caem das árvores
Como coisa já resolvida.
Esfria a água no lago
Anunciando um novo inverno.
Tento te ter ao meu lado,
Tento te ter por perto.
A chuva fina caí
De maneira incessante.
Vejo como a vida se vai
Depressa, e a todo instante.
Não há mais tempo,
já se foi passada a hora.
Está chegando o momento
de já se ir embora.
A despedida é triste,
Como todas elas são.
Chegou a hora do canto do cisne.
Chegou a hora do aceno de mão.
Vou em paz,
Sem nada da vida temer.
Faço o que a vida trás,
Tenho a vida na tez.
A estrada é longa
E devo muito caminhar
Vou escutando a milonga
E no tempo me ponho a dançar.
Danço valsa,
danço bolero.
Danço tango,
danço o que quero.
Danço na vida
a música que ela tocar.
Deixo meu peito aberto
para os sons de vida entrar.
Data Poema de Sophia de Mello Breyner Andressen
Há 16 horas
Meu querido amigo
ResponderExcluirDeixo um beijinho.
Sonhadora
Querido bruxo...
ResponderExcluirO adeus da alma é sempre o pior...mas, que venham outros sons, ando sedenta por eles.
Semana cheia de notas musicais pra ti.
Bjkas
Olá Older
ResponderExcluirDançar conforme a música que a vida tocar, é estar aberto para as emoções sem medo de correr riscos.
Um abraço
...gostei da imagem no alto da página, é nova? è Linda! imagem de sonhos!
ResponderExcluirDespedidas
Tempo que passa
E quando não há mais Tempo
Resta um segundo de algo
vivido e sempre permanecerá
na lembrança.
Palavras sentidas Poeta!
Bjo!
Paz e Luz!