quarta-feira, 3 de março de 2010

Versos

Versos, versos escrevo,
mas o que são estes versos?
Sei lá, são pedaços de espuma da onda,
são nuvens que passam no céu.
São raios de sol
Surgidos por entre as árvores,
são lembranças queridas
que não me saem
desta cabeça perdida.
As palavras,
são crianças soltas
correndo na rua,
são pessoas velhas
reclamando da vida.
São amarguras puras.
São cantos de vaidade.
Meus versos são palavras sofridas,
em um papel qualquer.
São escritas sem fim
dedicadas a uma mulher.
Um livro são apenas páginas brancas,
repletas de sonho e fantasia,
as letras ali postadas
é que nos levam a encontrar a magia.
E com as letras
um encantos se fez,
você surgiu em minha vida,
surgiu prá ficar de vez.
Estranho livro o que escrevo,
falo de dor e magia,
e nem percebo o quanto
ele me contagia.
Folheio nele minha alma,
exponho nele seu sentido,
coloco nele minha calma,
descrevo nele o seu sorriso.
Grande livro de mágoas,
grande livro dos aflitos,
ó livro em pessoa,
ó livro já escrito.
Escrito em outros tempos,
escrito por outras mãos,
escrito na pedra pelo vento,
escrito na vida em seus vãos.
E este é o meu livro,
que a ti dedico,
você que me encontrou,
na vida como um perdido,
você que me resgatou,
das amarguras no livro,
a ti agradeço pelo que sou,
a ti agradeço por ter sobrevivido.

2 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Older
Um papel, uma caneta e um coração, nos fazem viajar por mundos inimagináveis. É essa a missão do poeta.
Grande abraço

Luciana P. disse...

Lindo poema narrativo, conta de forma brilhante uma parte da vida, da vida de alguém sensível, talvez de um poeta que consegue colocar em palavras a sua história, consegue transcrever pro seu livro o que passa pelo coração.
Adorei!

Beijos!